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EXERCÍCIO FÍSICO E DEPRESSÃO

Atualizado: há 2 dias


No caso da depressão, é bastante frequente a desmotivação, a falta de energia, a percepção de fadiga e sintomas relacionados com tristeza, que fazem com que os pacientes não estejam dispostos a praticar exercício físico. Nestas situações, é aconselhável a prática com apoio profissional, de forma a maximizar os efeitos antidepressivos.


É ainda recomendável que os pacientes sejam envolvidos na escolha do exercício de forma a aumentar a adesão, que sejam abordadas as barreiras psicológicas subjacentes à depressão e à prática de exercício físico, e que se consiga implementar o exercício no dia‑a‑dia dos pacientes.


Como primeira fase, são recomendadas as estratégias de reforço e motivação, de forma a iniciar e aumentar a adesão ao exercício físico, seguindo‑se as estratégias direcionadas para a manutenção da rotina do exercício no dia‑a‑dia do paciente.


Para além dos efeitos antidepressivos, são inúmeras as consequências positivas associadas à prática do exercício físico:

  • Redução do stress e da ansiedade;

  • Melhoria do humor, da concentração, memória, autoestima e autoconfiança;

  • Melhoria da circulação sanguínea, do sistema cardiovascular e músculo‑esquelético;

  • Redução do risco de doenças crónicas e o controlo do peso corporal.


É ainda importante salientar que o exercício físico é uma estratégia terapêutica de baixo custo, de enorme aceitação, sem efeitos adversos, ainda mais quando associado a supervisão profissional, podendo, desta forma, ser utilizado como terapêutica complementar na depressão.

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