Com a idade, a saúde óssea deve ser uma prioridade crescente. 

À medida que os anos passam, os ossos enfraquecem e há que dar especial atenção à saúde do esqueleto. Cumpra
as recomendações dos ortopedistas e reumatologistas e saiba como prevenir algumas das doenças mais comuns: osteoporose, artrite, escoliose, artrose, entre outras.


Nutrição

Para a população mais idosa, uma dieta saudável e amiga dos ossos é essencial de forma a diminuir a perda
de massa óssea e preservar a função muscular. Isto, por sua vez, ajuda a reduzir o risco de quedas e fraturas.

A desnutrição é comum entre os idosos, havendo várias razões para este facto, como a perda de apetite ou
a menor vontade em cozinhar refeições equilibradas. Por outro lado, devido à menor frequência de exposição solar, os níveis de vitamina D podem ser menores, especialmente em idosos que passam muito tempo dentro de casa. A capacidade da pele em sintetizar vitamina D também diminui, assim como a capacidade que os rins têm de a converter na sua forma ativa. Por fim, com a idade, o corpo torna-se menos capaz de absorver e reter cálcio.

Consulte o seu médico para saber qual a dieta adequada à suas necessidades. A dificuldade de absorção e/ou
produção de cálcio, proteínas e vitamina D impõem a sua suplementação como prioridade para quem necessita de cuidar da saúde óssea. As proteínas e a vitamina D, em particular, ajudam a prevenir a perda de massa muscular (ou sarcopénia), o que por sua vez diminui,
como já referimos, o risco de quedas ou fraturas.


Exercício físico

O exercício físico potencia os benefícios da nutrição saudável em todas as fases da vida. Na idade sénior,
os exercícios de fortalecimento muscular, adequados às necessidades e capacidades individuais, ajudam a melhorar a coordenação e o equilíbrio. O que, por sua vez, ajuda a manter a mobilidade e a reduzir o risco de quedas e fraturas.


Tratamentos

Embora a nutrição e o exercício sejam importantes para os ossos, os tratamentos através de medicamentos
são críticos para a prevenção de fraturas em casos de alto risco, incluindo aqueles que já apresentaram uma primeira fratura. Hoje em dia, vários são os tratamentos disponíveis, comprovados e eficazes na redução entre 30 a 50% do risco de fraturas osteoporóticas.

Se tem mais de 50 anos e já sofreu uma fratura óssea ou identifica algum dos fatores de risco mencionados
neste artigo, peça uma avaliação clínica ao seu médico. 

Lembre-se que fazer exercício, manter uma alimentação saudável e cumprir o seu plano de tratamento é da
sua responsabilidade. Só assim poderá garantir que vive uma vida móvel, independente e sem fraturas.